quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Enquanto você estava ali parada observando cada passo que eu dava. Estava eu perdida em minha total agonia de não saber, de querer e não poder...
Você se afastou, seguiu o seu caminho meio que aos tropeços e eu continuei ali, estagnada em um turbilhão de mentiras, ilusões. Já não conseguia perceber o que era real ou fantasia em meu proprio mundo me perdia.
Os anos se passaram e a aparência antes tão jovial foi dando espaço as velhas marcas da vida, há cicatrizes que não conseguia curar, a culpa, a solidão...
Daquela que um dia fui não existia mais rastro, vestigio. Eu havia me perdido dela quando dei as costas para quem eu era. Trancando eu mesma em um quarto escuro aonde ninguém conseguisse chegar, estava eu dentro de mim mesma. Ali jazia mesmo com vida aquela menina que um dia existia. Ela gritava, se debatia mas ninguém a ouvia.

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